quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Os bebés do ano

Acho piada a todas as reportagens que se fazem no fim/princípio de um ano, tanto as que enunciam os desastres e as peripécias (tipicamente, mais os desastres, como é habitual), como aquelas que vão a hospitais dar tempo de antena a bebés perfeitamente normais pelo simples facto de serem o primeiro ou último do ano. No último caso até nos dão informação sobre a altura e o peso do bebé, porque afinal de contas, este bebé é o Messias do nosso país e temos que garantir que cresce saudável.

Também é engraçada toda a fanfarra que se faz em volta da passagem de ano, com todos os foguetes e espectáculos (e às vezes bebedeira, se bem que isso não seja exclusivo a esta ocasião). Ou aquela estranha tradição de comer 12 passas à noite na esperança de que algum desejo da pessoa que as ingere seja realizado. Espero que hoje em dia ninguém acredite nisso, mas convém lembrar que há gente (maioritariamente crianças) que acredita no Pai Natal, por isso não digo nada.

Com tudo isto, não quero dizer que não seja divertido fazer este tipo de festa, nem que a passagem de ano seja uma má altura para a fazer, mas simplesmente que não tem significado nenhum, ao contrário do que aparenta. Em boa verdade, a cada instante, começa um novo segundo, um novo minuto, uma nova hora, um novo dia, um novo mês e um novo ano, bem como outro qualquer período de tempo que possa vir à cabeça de alguém.

No fundo, celebrar o ano novo é como viajar numa auto-estrada e parar na berma para festejar de cada vez que se faz dez quilómetros. Prefiro guardar as comemorações para quando há, de facto, motivo para comemorar.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Os mortos também têm direitos

De todos os objectos inanimados que existem, aqueles que são tratados com mais respeito e reverência são, sem dúvida, os cadáveres. Qualquer outro objecto, quando se estraga ou deixa de ser útil, é simplesmente atirado ao lixo sem cerimónias. Mas se se tratar de um cadáver, tem direito a ser acondicionado numa caixa, a um lugar reservado no subsolo, e a ter uma pedra com o seu nome a marcar esse lugar, completa com flores e todos os outros adereços que os visitantes se lembrem de lá deixar.

Mesmo nos casos em que os familiares são espertos e o cadáver é cremado, a situação não é famosa. Aparentemente, até as cinzas de um defunto têm que ser tratadas e armazenadas de forma condigna. Pergunto-me o que distinguirá as cinzas de um morto das cinzas resultantes da combustão da madeira, ou do papel, ou de outra matéria orgânica qualquer.

E ainda há os funerais. As pessoas, que já estão, sem dúvida, magoadas com a perda dos seus entes queridos, decidem, contra toda a racionalidade, esfregar sal nas feridas e organizar uma cerimónia com o único propósito de pôr toda a gente que for ainda mais triste (Não, os funerais não servem para honrar ninguém. Não se pode honrar uma pessoa que não existe). É das coisas mais contraproducentes que existem, desperdiçar a vida para chorar a morte.

Para quê tudo isto? Para quê todas estas mordomias concedidas aos mortos? É suposto fazer alguém feliz? Os mortos com certeza que não, visto que não têm sentimentos; e os vivos ainda menos, porque a única coisa que fazem é ficar mais tristes do que o que já estão. É tempo, espaço e dinheiro que podia e deveria ser gasto em benefício dos vivos, e não em prol de gente que já nem sequer existe.

Quantas lágrimas e sofrimento se poupariam se as pessoas fossem mais céleres a ultrapassar as suas perdas...

domingo, 5 de junho de 2011

FMI, je t'aime

Finalmente, depois de seis anos de (maioritariamente) asneiradas, José Sócrates, primeiro-bobo ministro deste canto da Europa, vai perder as eleições - tecnicamente, ele "ganhou" as de 2009, embora com maioria relativa, o que acabou por lixá-lo quando toda a oposição se juntou para chumbar o novo e melhorado PEC 4. Não tendo coragem para continuar, demitiu-se. É de facto um acto algo cobarde, mas os portugueses agradecem, creio.

Neste momento, a crer nas sondagens, o PSD vai ganhar as eleições com maioria relativa. Embora ache que a cena política portuguesa poderia estar mais equilibrada (se bem que eu pouco percebo do assunto), fico satisfeito por ver que já não há maioria absoluta para ninguém. Assim o partido vencedor não pode fazer simplesmente o que lhe dá na real gana, o que, está mais que provado, é altamente prejudicial para o país.

Não segui com atenção a campanha, mas hoje li no jornal que o Louçã apelidou o PS, PSD e CDS de "troika-tintas". A designação é acertada, visto que, nas actuais circunstâncias, estes três partidos pouco não são do que "uma coligação de fiscais do FMI", também nas sábias palavras do líder do Bloco de Esquerda. Embora seja lamentável que tenha sido preciso um pacto com o diabo FMI para salvar o país, há que ter em conta que o FMI tem, provavelmente, mais competência para governar Portugal do que a maioria dos políticos portugueses. Entre Sócrates e o FMI, prefiro definitivamente o FMI.

Ainda assim, tendo dito isto, há que ter em conta que Pedro Passos Coelho, que eu me lembre, nunca governou este país. Apesar de ser difícil fiar-me em políticos de qualquer estirpe, vou dar-lhe o benefício da dúvida; pode ser que desta vez nos saia alguma coisa de jeito. Portanto, não lancemos ovos antes da festa.

Sinceramente, não faço ideia em quem haveria de votar, se tivesse idade para tal. Possivelmente votaria em branco. Simplesmente não sou capaz de me fiar muito em qualquer um dos partidos. Embora, claro, espere que o partido que ganhar as eleições faça um bom trabalho (para variar) e bom uso da ajuda externa que Portugal vai receber nos próximos anos.

Todos nós sabemos que bem é preciso.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dos grevinistas

Isto já se está a tornar ridículo. Se esta greve perpétua fosse realmente beneficiar os maquinistas, até era admissível. Mas não está a dar em nada (aliás, está a prejudicá-los visto que estas coisas são-lhes justamente descontadas no salário), pelo que se conclui que os indivíduos ou são extremamente burros (muito pouco provável) ou estão a fazer birra só porque sim. E para além de birrentos, estão ser bastante egoístas. Têm noção dos milhares de pessoas que andam de comboio (nota: eu incluído) neste país? Têm noção que estão a atrapalhar as deslocações desta gente toda completamente em vão? Pensam que toda a gente tem/pode ter/quer ter um carro? Por muito mal que estejam, é imperativo que entendam que continuarem com esta birra não vai levar ninguém a lado nenhum, tanto em sentido literal como figurado.

Se estamos realmente num buraco, então parar de trabalhar de certeza não nos vai tirar de lá, antes pelo contrário, só nos enterra ainda mais (e depois queixam-se que o país anda mal!). É precisamente em alturas de dificuldade que toda a gente tem que redobrar os esforços para ajudar o país a recuperar.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Fails numéricos

2 + 3 = 6
4 + 5 = 10

e hoje, no teste de Métodos Estatísticos:


6 x 0,05 = 0,35

Arquimedes me perdoe.

domingo, 13 de março de 2011

Al-Dominó

Estou absolutamente abismado com o que se está a passar neste preciso momento no Norte de África e no Médio Oriente. Nunca tinha visto uma revolução em cadeia a esta escala e há dois meses nunca teria imaginado que tal iria acontecer. Aqui, é só impressionante, mas na Tunísia e no Egipto, de onde já foram corridos os respectivos ditadores, isto deve ser um sonho. Ou pelo menos será, visto que ambos os países ainda não recuperaram da revolução.

A revolução, aliás, já ali fazia falta há uns tempos. Sabia-se já, e sabe-se ainda mais agora, que a região que agora está on fire é o habitat de regimes ditatoriais tão ou mais repressivos do que o nosso no seu auge, o que tem resultado não só na habitual opressão política mas também em pobreza, desemprego, e desigualdades sociais que fariam o nosso país parecer comunista.




De longe, o caso mais problemático neste momento é o da Líbia. Ao contrário de outros ditadores, que caíram sem grandes derramamentos de sangue, Khadafi parece estar disposto a chacinar todo o povo líbio para se manter no poder, ignorando o facto de que ficará sem ninguém para pilhar, torturar e executar. A resposta dos revolucionários foi igualmente vigorosa, o que levou à libertação da maioria da região este do país. Infelizmente, a partir de ontem o exército do ditador tem ganho terreno e já reconquistou uma cidade e cercou outra (não me lembro dos nomes). Diz-se que, se as tropas chegarem a Benghazi, a segunda maior cidade da Líbia, agora controlada pela oposição, poderão morrer largos milhares de pessoas.

Em virtude desta situação, os pedidos para ajuda internacional têm-se tornado mais intensos. Sinceramente, eu não percebo para que é que serve impor sanções económicas à Líbia. Khadafi é completamente louco. A única forma de o deter é pela força, e certamente que um ataque bem coordenado o esmagaria como uma barata, o que é apenas uma pequena parte daquilo que ele merece pelo mal que infligiu ao povo líbio.

Espero, claro, que não seja preciso descer ao nível daquela criatura e que seja possível levá-la à justiça. Já não pudemos julgar Hitler, não deixemos agora escapar Khadafi (bem, talvez a comparação seja ligeiramente exagerada).

É pena que o inferno não exista, porque seria a pena perfeita para ele.

terça-feira, 1 de março de 2011

Primeiras impressões

Penso que finalmente consegui descobrir por que é que, apesar dos meus medos iniciais, consegui o absolutamente incrível feito de não me ter isolado por completo quando vim para aqui. Ora, parece-me que o factor principal são as primeiras impressões. Apesar de tudo aquilo que construí ao longo dos últimos 6 anos, todos os meus falhanços anteriores estão bem presentes nas mentes de quem me conhece há tanto tempo. Por outro lado, aqui ninguém me conhecia, pelo que tive uma nova oportunidade para deixar uma boa impressão logo ao princípio, o que aparentemente consegui, se calhar até bem demais (às vezes tenho medo de que me suba à cabeça). Também há que ter em conta que estou praticamente no meu "ambiente natural", o que explica por que é que me consigo dar com quase toda a gente (refiro-me a caloiros de Informática, claro, não a faculdade inteira, isso era impossível, mas impossível não existe porque eu provei-o quando vim para cá e fiz a espécie de brilharete em matéria de vida social que já se sabe, portanto nada de usar a palavra impossível, vamos antes usar o termo "não possível" que, embora signifique exactamente a mesma coisa, não é literalmente a mesma coisa, são strings diferentes). Só há uma coisa que me atrapalha: a falta de temas de conversa. Se os meus queridos colegas começam a discutir futebol, ou o jogo X, Y ou Z, ou uma variedade de outras coisas, kaput, como diria um dos meus (já) ex-professores*. Por outro lado, assim que se fala, por exemplo, de programação, eu começo a desdobrar-me. Tendo em conta o curso onde estou, isto até nem é tão mau quanto isso.


Agora, inté, e bom retorno.


* Eu já acabei o 1º semestre. Acho que nem todos ainda tiveram a mesma sorte.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Belzenás e o Computador Satânico II - Parte 2

Depois de alguns minutos, cheguei a uma sala redonda já minha conhecida. Era o local onde tinha aterrado ao entrar pela primeira vez em Cibermandra. A câmara estava mais ou menos igual, tirando o facto de estar banhada numa luz laranja-escuro.

Decidi entrar pela porta à minha frente. Era pôr-do-sol e estava numa rua com muitas lojas e bastante movimento. Havia também vários homens de fato e gravata negros a patrulhá-la, mas nenhum reparou em mim.

A certa altura, a Frigiorífica estacou e miou, irritada. Virei-me e vi uma grande mercearia, que tinha um frasco de pickles em exposição na montra. Percebi logo a irritação dela, mas não tive muito tempo para pensar nisso, porque um dos homens de fato também reparou nos pickles e entrou de rompante na loja, a berrar "ALTO!".

Instintivamente, entrei na mercearia digital também. Aquilo realmente era grande! Depois de muito correr, vi o homem a agarrar numa mulher que devia ser a proprietária da loja. A Frigiorífica tentou congelá-lo, mas ele desviou-se e fugiu por uma ligação que existia por trás do balcão.

Saltei para entrar no buraco, mas antes que isso acontecesse, eu e a gata fomos projectados para trás, ao mesmo tempo que saiu uma silhueta alta e magra de lá.

- Não entrem. É demasiado perigoso. Seriam imediatamente apagados - avisou a silhueta.

Continua...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Belzenás e o Computador Satânico II - Parte 1

Depois de muito hesitar, saí de casa. Apesar do terrível calor que fazia na rua, eu tinha de ir à sede da Didinha & Miana Companhia (onde, sim, ainda trabalho, apesar das minhas recentes aventuras), devido a uma avaria informática qualquer que ninguém mais sabia resolver. Como era perto, fui a pé.
Assim que entrei no edifício, vi que toda a gente estava em pânico, a gritar por mim, por isso subi para onde me disseram e entrei numa sala pequena no 18º andar, onde estava um computador ligado com o ecrã a mostrar umas imagens tutti-fruti muito distorcidas. Conseguia sentir um leve cheiro a queimado. Desaparafusei logo a tampa da caixa, e vi de imediato o problema: a placa gráfica estava parcialmente queimada. Estava prestes a sair para ir comprar uma nova quando ouvi o som de qualquer coisa a ser esmagada. Virei-me para trás e qual não foi a minha surpresa quando vi a Frigiorífica a trincar o rato daquele computador com toda a força! Tentei travá-la, mas fui tarde demais.
No instante em que a minha gata trincou o fio do rato, uma faísca atravessou-o em direcção ao computador. A máquina entrou em chamas e o ecrã explodiu com um clarão. Mas não foi uma explosão normal. As chamas eram multicoloridas como a imagem do ecrã. E sentia algo a puxar-me. Poucos segundos depois, eu a Frigiorífica entrámos pelas chamas adentro, para o que parecia ser um túnel de fogo.


Eu conhecia aquilo de algum lado...
CONTINUA...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

As mudanças de planos são lixadas

Antes de vir para aqui, o meu plano original, no que a visitas à minha "terrinha" diz respeito, era de a visitar com uma frequência relativamente baixa. Como todos os planos ambiciosos, a vida estragou-me também este. Quase todas as semanas volto a casa dos meus pais, o que me faz sentir ligeiramente hipócrita por tanto ter falado sobre como quase não voltaria mais, e seria instantaneamente independente, etc. etc. típicas conversas à pimpas pimpinela, embora ligeiramente exageradas neste caso. Acho que mesmo naquela altura era um bocado mais realista que isto.

O triste é que eu não volto à terrinha porque me apeteça particularmente ir lá. É mais que eu não tenho quase nada para fazer num fim-de-semana no Porto. Não preciso do tempo para estudar e nunca tenho nada combinado para o fim-de-semana, aliás, quando tenho, é com o johnny e a duda. Na terrinha também não tenho grande coisa para fazer, mas posso jogar playstation e simcity e ver os meus familiares próximos, bem como o johnny e a duda, que também lá vão com alguma frequência.

Daqui a alguns meses, quando eu tiver feito mais ligações do lado de cá, talvez tenha motivos para ficar mais vezes no Porto. Espero bem que sim. Por enquanto, não tenho.
Até breve.

PS - As minhas sinceras desculpas aos 0 leitores deste blog por actualizá-lo com ainda menos frequência do que o habitual.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

É assim, fica assado

Depois de um mês em que estive para falar do assunto, mas fiquei sempre parado a reflectir ou a fazer outras coisas, venho finalmente pronunciar-me sobre a praxe. Uma vez disse que era uma seca, mas mesmo assim sendo dá que pensar.

A primeira coisa que tenho a dizer é que a maior parte do que se faz na praxe não faz sentido: o tratamento dos caloiros como "burros" e o seu consequente rebaixamento (no que incluo tudo desde berrar-lhes a mandá-los fazer flexões. A sério, quem teve essa ideia devia ser assado no espeto, e eu sou piamente contra a pena de morte), as brincadeiras parvas e músicas tão carregadas de asneiras que se passassem na TV seriam reduzidas a "piiiiiiiiiiiii", a necessidade quase constante de picar outros cursos, e a aparente filosofia da parte de alguns doutores de que os caloiros têm mas é que aguentar com tudo e mais alguma coisa, mesmo que fiquem, sei lá, estou aqui a tirar um exemplo sem conexão nenhuma à realidade, cheios de fome.

Convém, porém, dizer já que a praxe na FEUP (na FEUP, porque em certos sítios mais a sul a coisa está bem mais negra do que o que eu descrevi), não é tão má quanto parecerá pelo parágrafo anterior. Vi algumas actividades razoavelmente interessantes desenvolverem-se e participei em várias. Creio que o espírito da praxe aqui é promover o espírito de união entre os caloiros, se bem que de uma forma bastante perversa. Pelo que vejo à minha volta, está a cumprir o seu objectivo. Mesmo a mim deve ter ajudado alguma coisa, nem que seja de forma indirecta.

O principal problema que eu tenho com a praxe não é o espírito que lhe está subjacente. O problema está na forma como esse espírito tem vindo a ser expresso, e que, lamentavelmente, tem vindo a ser mantida por gerações de estudantes, aparentemente apenas por se tratar de uma tradição. Das duas uma, ou a praxe como a conhecemos preserva-se unicamente por ser tradição, o que é absurdo, ou ninguém ao longo dos anos conseguiu inventar uma maneira melhor de integrar os caloiros na vida académica do que humilhá-los e "torturá-los" psicologicamente, o que é perturbador.

Claro, sempre houve pessoas a criticar a praxe, hoje mais do que nunca, mas o seu impacto tem sido muito reduzido. A praxe parece ser muito mais resistente aos efeitos do tempo do que a maioria dos ritos de iniciação, que já caíram em desuso ou estão lá perto. Não consigo entender o motivo disso... Há assim tantos caloiros que gostam tanto da praxe que ficam com vontade de praxar outros? Já ouvi colegas meus a dizer que sim, que querem praxar quando chegarem ao 2º ano. Tenho que lhes perguntar o que lhes anda a passar pela cabeça um dia destes. Se alguém ler isto e me conseguir esclarecer, agradeço.

Posto isto, digo o seguinte: quem é anti-praxe nunca tendo nela participado é estúpido. É perfeitamente aceitável criticá-la, e há muitos motivos para o fazer, mas não se deve criticar sem ter uma opinião informada sobre o assunto. Informações de segunda ou terceira mão não chegam, e mesmo de primeira podem não ser muito fiáveis porque os gostos variam de pessoa para pessoa. A única forma de saber se realmente se gosta da praxe ou não é indo.

Essencialmente, o que eu penso é que a praxe precisa de mudar para algo bastante diferente. Uma vez, alguém disse que a praxe é feita de momentos*. Devia era ser assim desde o princípio e não depois de um mês de rídiculo. Se isso acontecesse e os estudantes se desapegassem da hierarquia podre da praxe, haveria muito menos gente a fazer-lhe oposição pelo simples motivo de que não haveria quase nada a criticar.

Quero frisar que esta é apenas a minha opinião. Há quem concorde com ela e quem discorde. Quem quer ir à praxe é livre de ir e quem quiser praxar é livre de praxar quem quiser ser praxado. Eu, pessoalmente, vou manter-me neutro. Não trajarei nem praxarei no próximo ano. Já não vou à praxe desde o baptismo, principalmente porque já me cansei dela (apesar de agora se ter tornado mais interessante). Pela parte que me toca, a praxe acabou.

A não ser claro, que eu resolva reaparecer temporariamente na Queima ;)

* Defino momentos como actividades que possuam um valor lúdico e/ou instrutivo e que não sejam um completo disparate nem tenham como objectivo rebaixar os caloiros.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Não, não se verifica que não seja o caso de que não é verdade que isto não é mentira

A Coreia do Norte pediu hoje clemência à sua vizinha a sul, após ter sofrido um bombardeamento nuclear na ilha de Gnoeypnoey, no Mar Vermelho. Vários países aliados da Coreia do Sul, entre os quais os EUA, já mostraram o seu apoio a este ataque. Esta é a primeira vez em 57 anos que as duas Coreias mostram algum tipo de hostilidade, tendo a Coreia do Norte prestado, até, auxílio tecnológico à do Sul aquando do acidente fatal sofrido por um submarino desta última.

A PT tem a partir de agora, por ordem da Comissão Europeia, 2 meses para libertar a golden share que possui no estado português. Segundo o Tribunal Europeu de Justiça, esta golden share constitui uma restrição inaceitável à livre circulação de capitais, visto que esta é o coração dos incentivos financeiros empresariais e politicamente motivados ao Estado.

A telenovela italiana Meu Amor, transmitida pela TVI em Espanha, recebeu por engano o prémio Emmy para melhor novela internacional. Segundo consta, o júri confundiu a novela com outra com um nome semelhante, produzida em Portugal e transmitida pela RTP2. Esta teve uma audiência de cerca de 12 milhões de televisões; até mesmo os equipamentos nas prateleiras das lojas mostraram interesse em vê-la. A novela foi elogiada por críticos profissionais pela sua moderação no que toca a cenas de sexo e de compras.

Carvalho da Silva, director da CGTP, teve algumas palavras para dizer aos portugueses a respeito da greve geral de hoje. "Temos uma extraordinária greve geral em Portugal e queremos transmitir o nosso maior desprezo a todos aqueles que utilizam os transportes públicos diariamente para se deslocar ao trabalho ou à escola." A greve foi convocada, como foi lembrado por da Silva há uma semana, para protestar contra o aumento inesperado dos salários e a melhoria abusiva das condições de trabalho.

Desta vez acho que me foquei demasiado na política.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Casa Pia nega o óbvio

A Casa Pia de Lisboa afirma categoricamente desconhecer a existência de qualquer rede organizada de pedofilia a operar dentro da instituição

SIC Notícias


Só podem estar a gozar com a minha cara.

Cri, cri... PÁS! (ou Crónicas de um Caloiro no Porto)

espreguiça-se e olha pela janela por onde entra o solzinho de manhã

Ah, espera, agora já não há solzinho de manhã, pelo menos para quem se levanta às 6:45 para ir para a faculdade. Pois é, apesar de certas previsões imaginárias, eu entrei no estabelecimento de ensino superior e no curso que queria. Nada bate Informática na FEUP. Ponto. Os de Direito e de Medicina que não venham cá com coisas. Quando têm algum tipo de necessidade informática é a nós que recorrem :P.

Voltando ao assunto, nada bate Informática na FEUP. Por enquanto ainda estou a levar principalmente com uma dose saudável de matemática avançada: integrais, aproximações polinomiais, matrizes, teoria de conjuntos, etc., e é só o princípio. Também tenho uma cadeira em que andámos a estudar circuitos até agora e outra de programação que é facílima mas poderia ser mais interessante (culpa minha, quem é que me mandou andar a aprender programação por conta própria no último ano). Claro, como a Duda diz, mas vocês são engenheiros!, mas quer-me parecer que isso é bom. Não temos tanto trabalho estafante como vocês :D

Quanto ao curso, é tudo. Tudo está a correr quase exactamente como o previsto, ou seja, bem. O grau de dificuldade subiu um bocado, só isso (segundo fontes fidedignas, isto não se aplica a certos cursos, mas aqui eu estou a falar do meu, portanto a quem está a ter que marrar que nem doido, as minhas desculpas se vos ofendi, não era tal a minha intenção, apenas almejava transmitir o meu optimismo, talvez prematuro, em relação à minha futura capacidade de compreender os tópicos tratados no meu curso).

Aquilo de que tinha mais receio, quando cheguei aqui, era de que não me conseguisse orientar e ficasse completamente sozinho, o que seria muito mau tendo em conta que não trouxe comigo nenhum dos meus amigos (de todas as pessoas que conheço no Porto só 2 é que já conhecia antes de cá vir). Felizmente, consegui pôr a bola a rolar bem cedo e, embora não estejam propriamente a chover amigos aqui, já consegui fazer alguns. Suspeito que desta vez esse grupo vai expandir-se bem mais do que o que se expandiu há 6 anos atrás. Faz sentido, visto que a minha capacidade de socialização melhorou assim só um bocadinho nesse período de tempo; para além disso, os meus conhecimentos de programação têm dado uma ajudinha a atrair atenções bem desejáveis. Também não deixo escapar quase nenhuma oportunidade para sair com colegas. Para quê ficar em casa a apanhar pó em vez de passar um bom bocado acompanhado lá fora? (isto sou eu a falar? ena, obrigado ex-colegas) Já vou ao cinema com eles e tudo! Roma não foi construída num dia, mas em três meses penso que dá para concluir a obra (não sei bem, tenho que perguntar aos meus colegas de Civil).

(Da praxe falarei depois em mais pormenor, mas vou dizer o seguinte: a próxima vez que vier à praxe, se vier, será na altura da Queima. Já me fartei de fazer de burro.)

Vá, grilo, sai daqui! O teu efeito teatral de indicar o despovoamento deste espaço virtual perdeu o sentido! Pisga-te! Raios, não me faças matar-te! Não quero ouvir mais esse cri, cri! Oh, esquece, foi atropelado pelo meu pé. RIP.

sábado, 11 de setembro de 2010

Faculdade, areia e pudins

Bem, fui colocado na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (puxa, que nome mais comprido), no curso de Engenharia Informática e Computação. É curioso notar que há uns dias atrás estava a ficar francamente nervoso e agora, a poucos dias de me deslocar ao Porto, estou perfeitamente calmo. Vá-se lá entender o meu cérebro... Já tenho algumas coisas preparadas para levar para o meu estaminé. E pronto, é tudo. Este tempo antes de ir para a faculdade é mesmo uma seca. Deve ser por isso que passa tão devagarinho. Agora estou de volta ao normal, ansioso para que chegue o dia 13 (que felizmente não é uma sexta-feira). Até da programação, meu "amor", me consigo cansar. Há erros que são muito, muito cansativos de corrigir (às vezes preciso de fazer pausas), mas vale a pena, pois no final tenho um programa a funcionar devidamente. Também tende a ser um pouco difícil escolher qual das várias ideias mais ou menos úteis que tenho na cabeça implementar (não, não é "implantar") a seguir, como se eu não tivesse mesmo mais nada em que pensar, co' esta cena da fac & tudo, pá. Tenho a certeza de que quando chegar lá não terei problemas em manter-me ocupado... possivelmente, até um pouco ocupado de mais. Mas "creio" que hei-de conseguir resolver isso tudo. Bem, tenho de conseguir, não é verdade? Voltar atrás é que não, isso não é mesmo nada fixe. Eu quero é fazer coisas fixes. O ócio irrita-me mesmo, pá. Às vezes 'tou na praia e aquilo torna-se numa grande seca porque não há mesmo nada para fazer a não ser olhar para a areia. Lembro-me daquela vez em que o johnny e a duda e mais alguém estiveram acampados na mesma praia que eu, isso foi muito bom, nem seca nem coisa que se pareça, os meus pais até devem ter ficado um pouco chateados por eu os "abandonar" daquela forma crudelíssima. Enfim, hei-de ter saudades (saudades "à pimpas") desta gente, mas não serão horripilantes, até porque nos podemos voltar a ver, para alguma coisa existem os comboios e a Internet, são todos meios de transporte, um físico, outro virtual, mas que transportam, transportam, carago (como supostamente se diz no Porto, ainda vamos a ver se apanho a pronúncia portuense (não é portista, isso é outra coisa), uns apanham, outros não, eu pessoalmente gosto da minha voz como está agora, apesar de sair para aí uma oitava acima do que devia em qualquer tipo de gravações, como aquele filme que eu fiz com o johnny e a duda e a daniela e a xana e mais alguém que também lá estava, sim, esse filme foi muito bom, ficou um bocado esquisito mas fizemos todos bem o nosso papel, pelo menos isso é o que se vê no filme, porque as gravações, essas contam uma história bem diferente (só não digo "meu deus" por ser ateu), quantas tentativas foram necessárias para arranjar uma cena que saísse bem, as vezes todas que tivemos que fazer gravações de cara com o guião atrás da câmara (exercício para os fãs do nosso filme: procurem os guiões) para evitar enganos nas falas, e ainda assim o nosso trabalho ficou com os pudins trocados, essa cena é hilariante, então os erros todos que se encontram nas gravações são de chorar a rir, aquela compilação de bloopers não mostrava tudo, hihihihi, ainda hoje me rio a ver aquilo, "ai não se preocupe com o pudim, QUAL PUDIM?", resposta: aquele que eu estava a segurar). E em cima disto tudo vou dar com um conjunto de pessoas que não conheço de lado nenhum mas que sei já à partida que estou muito interessado (devo estar) em conhecer, alguns amigos dali sairão, talvez arranje uma cara-metade por aí, não que falte um bocado à minha, mas dá sempre mais jeito ter uma cara e meia. E pronto, é tudo, logo se vê como se resolve isto tudo, de preferência com um final feliz do género "e viveram todos felizes para sempre."

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Programa de forma

[*7.            times,
 *[5,          4,3,2,
  1,0]        ].each{|
  n|puts     ' '*n+
   ?#*5+    ' '*(
    12-2*  n)+?#*
     5};#olhaumv

Este programa mostra uma letra. Qual?

Afirmação da realidade

O processo Casa Pia terminou no passado dia 3, tendo nenhum dos 9 arguidos recorrido da sentença de TIR decretada pelo juiz Herman José. Carlos Cruz, famoso pianista português, declarou-se muito satisfeito com a sua vitória neste caso.
Barack Obama anunciou recentemente um reforço da acção militar dos EUA no Iraque. Serão enviados mais 90 000 militares para este país, apesar de a violência nele ter atingido o valor mínimo dos últimos 7 anos e de as eleições legislativas terem terminado com a vitória do partido Bzgleghz.
Nicolas Sarkozy, presidente francês, recebeu aplausos de vários dirigentes mundiais ao anunciar um plano para facilitar a legalização dos estrangeiros que se encontram em situação ilegal naquele país. Para além disso, será automaticamente atribuída a nacionalidade francesa a qualquer estrangeiro que atente contra as forças policiais.
A Galp abriu um novo posto de combustível de luxo em Setúbal, atendendo às queixas de vários consumidores de que os combustíveis são demasiado baratos. A empresa pretende assim competir com os vários hipermercados da região, cujos preços elevados têm atraído um grande número de automobilistas.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Uau, nós somos mesmo poderosos, pá

Estive recentemente a pensar nisto... Normalmente, nem reparamos de tão ocupados que estamos com outras coisas, mas o progresso tecnológico dos últimos 20 anos é verdadeiramente impressionante. Quem, em 1990, diria que hoje teríamos computadores capazes de recriar fielmente ambientes reais e processar montanhas de dados numa fracção de segundo, ou que seríamos capazes de armazenar bibliotecas inteiras numa caixa do tamanho de uma mão, ou que teríamos redes rápidas o suficiente para transferir quantidades maciças de dados em alguns minutos? E que, graças à Internet, poderíamos encontrar informação sobre quase qualquer tópico com apenas alguns cliques? Nunca a humanidade teve tamanho poder nas suas mãos.

Infelizmente, ainda não tiramos o máximo partido desse poder, e o mais provável é que quando o conseguirmos, os nossos esforços sejam ultrapassados pela última geração de computadores, que, possivelmente, farão os actuais supercomputadores parecerem brinquedos. Uma coisa é certa; esse poder está nas mãos de cada vez mais pessoas. Hoje, não é preciso muito conhecimento prévio para se aprender a usar um computador, pelo menos assim me parece (corrijam-me se estiver errado). Entre toda essa gente, haverá um número significativo de potenciais programadores, que são as pessoas que tornam possíveis todas as coisas fantásticas (ou não) que se podem fazer com um computador e que, embora pareçam simples, são bastante complexas. Têm, efectivamente, o poder de mudar o mundo, como é demonstrado pelos avanços tecnológicos dos últimos anos.

E, sim, eu tenciono juntar-me a esta gente. Para a maioria das pessoas, parece uma coisa extremamente desinteressante e esotérica, mas para mim não é. Não me julgo capaz de mudar o mundo, mas acho que consigo fazer alguma coisita significante... de qualquer forma, não me vejo mesmo a fazer outra coisa.

(É curioso que já quando era miúdo dizia que queria ser programador. Parece que o meu eu de há 10 anos atrás acertou em cheio!)